
O trabalho remoto trouxe flexibilidade, mas também espalhou o perímetro de segurança da empresa para dezenas de redes domésticas diferentes, cada uma com seu próprio nível (geralmente baixo) de proteção.
Cuidados que toda empresa deveria formalizar
- VPN obrigatória para acessar sistemas internos, evitando exposição direta de servidores à internet.
- Autenticação multifator (MFA) em todos os sistemas críticos, para que uma senha vazada não seja suficiente para um invasor entrar.
- Antivírus corporativo gerenciado, e não apenas o antivírus gratuito que cada colaborador escolheu instalar por conta própria.
- Política clara sobre uso de dispositivo pessoal (BYOD) versus dispositivo fornecido pela empresa, com regras específicas para cada caso.
- Backup automático de arquivos gerados fora do escritório, para que o trabalho não fique concentrado apenas no notebook do colaborador.
A responsabilidade é da política, não do colaborador
Nenhuma dessas medidas depende de o colaborador ser tecnicamente cuidadoso — depende de a empresa ter uma política de TI que funcione independentemente de onde a pessoa está trabalhando. É exatamente esse tipo de estrutura que reduz o risco de um incidente de segurança começar em uma rede doméstica e se espalhar para dentro da empresa.
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