
Clínicas e consultórios lidam com dado pessoal sensível — a categoria mais protegida pela LGPD. Prontuário, exame e histórico clínico exigem cuidado maior do que um cadastro comercial comum, e a fiscalização não perdoa improviso.
Controle de acesso
- Usuário nominal para cada colaborador: nada de login compartilhado na recepção.
- Perfis de acesso por função — recepção não precisa ver prontuário completo.
- Autenticação multifator no sistema de gestão e no e-mail.
- Bloqueio automático de tela nas estações de atendimento.
- Revogação imediata de acesso no desligamento.
Backup e continuidade
- Regra 3-2-1: três cópias, em dois tipos de mídia, uma fora da clínica.
- Backup diário automático do sistema de prontuário e da base de imagens.
- Teste de restauração periódico — backup que nunca foi restaurado é só uma esperança.
- Plano escrito de recuperação: quem aciona, em quanto tempo, com qual prioridade.
Segurança da rede
- Firewall com regras definidas, separando a rede administrativa da rede de visitantes.
- Wi-Fi de pacientes isolado da rede interna.
- Antivírus corporativo gerenciado em todas as estações.
- Atualizações de sistema operacional aplicadas com rotina, não quando sobra tempo.
LGPD no dia a dia
- Registro das operações de tratamento de dados.
- Termo de consentimento e política de privacidade visíveis ao paciente.
- Contrato com cláusula de proteção de dados junto a fornecedores que acessam o sistema.
- Plano de resposta a incidentes, com prazo de comunicação à ANPD.
- Descarte seguro de mídias e equipamentos aposentados.
Por onde começar
Se a clínica não tem backup testado e acesso individualizado, comece por esses dois pontos. São os que mais reduzem risco no menor prazo — e os primeiros a serem cobrados em caso de incidente.
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