
Cabeamento é infraestrutura de longo prazo: um projeto bem feito dura de 10 a 15 anos, enquanto um improviso gera chamados intermitentes que ninguém consegue diagnosticar. Antes de fechar com qualquer fornecedor em Goiânia, faça estas perguntas.
1. Qual a categoria do cabo e por quê?
Cat6 é o mínimo razoável hoje para rede corporativa; Cat6A faz sentido em ambientes com muitos pontos de alta densidade ou previsão de 10G. Peça a justificativa técnica, não apenas o número.
2. O projeto será certificado?
Certificação com equipamento próprio gera um relatório por ponto, com medição de atenuação, diafonia e comprimento. Sem relatório de certificação, não há prova de que o ponto atende a norma. Exija o laudo na entrega.
3. Quais normas são seguidas?
O padrão de referência é a ABNT NBR 14565 e a TIA-568. Pergunte como serão tratados raio de curvatura, distância máxima de 90 metros no lance permanente e separação de cabos elétricos.
4. Como fica a documentação?
Um projeto sério entrega planta com localização dos pontos, identificação em ambas as pontas (ponto e patch panel), mapa do rack e lista de materiais. Sem isso, qualquer manutenção futura vira arqueologia.
5. O rack será organizado e dimensionado?
Patch panel, organizadores horizontais, patch cords no tamanho certo, régua de energia, ventilação e espaço de crescimento. Rack bagunçado é o primeiro sintoma de manutenção cara.
6. Qual a garantia e o que ela cobre?
Diferencie garantia de mão de obra e garantia de componentes. Pergunte por quanto tempo, o que dispara a garantia e quem atende.
7. Como será a execução no ambiente ocupado?
Horário de trabalho, forma de passagem (eletrocalha, canaleta, forro), recomposição de alvenaria e limpeza. Isso evita conflito durante a obra.
Sinal de alerta
Proposta apenas com "X pontos de rede a R$ Y cada", sem menção a categoria, certificação, documentação e garantia, é orçamento de material — não projeto de infraestrutura.
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